Técnica 54 - Não-agressão

A técnica da não-agressão advém do princípio ético essencial presente no Libertarianismo, que é do respeito ao outro (vida, corpo e psique), à sua propriedade e sua liberdade. Aplicar o princípio ético da não-agressão requer que qualquer forma de ação sobre o espaço alheio de realização seja evitada, por autorregulação dos propósitos individuais.
Não-agressão é uma escolha auto-determinada de viver. Quem opta pela não-agressão vai buscar respeitar a alteridade, deixando com que cada um siga seu caminho, conforme a sua vontade, desde que aquilo que é realizado não faça mal a si nem a outrem.

Ou seja, os limites éticos do respeito pressupõe a reciprocidade, de maneira que não se esteja também a receber uma agressão alheia, o que significaria a própria defesa perante uma agressão a si, sua propriedade ou liberdade. Outrossim, o cumprimento de dever focado em lei ou contrato não configura agressão, uma vez que se trata de uma ação regrada e esperada conforme estabelecido.

Perde não só a razão, mas também o respeito quem agride sem qualquer fundamento de defesa e isso não pode mais ocorrer. O ideal, nesses casos, é sempre a busca de se reconhecer os erros e tentar, ao máximo, resgatar o ocorrido, desfazendo-se de um erro eventualmente cometido.

Ganha-se muito quando se aprende com os próprios erros, a ponto de avançar em acuidade e se evitar novas ocorrências nesse sentido. Trata-se assim, de uma aprendizagem de crescimento. Porém, não se precisa vivê-la, pois está é uma opção que pode ser feita a partir de uma racionalidade qualificada.

Com discernimento, a escolha pela não-agressão é uma decisão de alto grau de desenvolvimento e maturidade individual. Uma vez atingida, permitirá mais harmonia e busca de novos padrões de comunicação e realização humana, mais satisfatórios e sustentáveis.