Técnica 39 - Give up (desistir)

Desistir da ação em curso é direito do autor. Não necessariamente significa desistir do direito material. Enquanto não houver a prescrição, uma nova ação poderia ser proposta futuramente. A saída pela desistência é uma técnica útil, quando o autor perceba que o andamento do processo poderá causar mais danos do que o direito material pretendido.

Desistir pode ser um ato pontual, estrategicamente usado não só em benefício do autor, mas também quando este observa a situação do réu, sua vulnerabilidade momentânea e decide não intensificar suas dificuldades naquele determinado momento.

A desistência da ação poderia vir somada com a técnica do perdão, quando o autor, além de abrir mão da ação, também abre mão do direito material.

Em situações que envolvam questões íntimas e emocionais, além das questões patrimoniais, desistir pode ser um pouco mais difícil. Porém, uma vez feita essa opção, pode-se chegar a um estado de pacificação íntima assemelhado ao perdão da dívida.

Isso ocorre porque se abre mão daquela mágoa vinculada e agora intensificada pelo processo em curso. Com a desistência, deixa-se a vida fluir novamente e parte-se à vida.

Para tanto, há que se entender que desistir não é perder. Desistir é apenas um ato humano libertário. Libertário no sentido de se abrir mão de algo que não vale a pena ser vivido. Quem perdeu foi quem ficou do outro lado, ao qual fica o estigma de responsável por aquele conflito havido.

Saber entender essas ocorrências emocionais e libertar-se na hora certa é essencial à qualidade de vida.